ARTIGOS

 

 

1 – YTH – Yoga Terapia Hormona

2 -  Água com estômago vazio

3 - “Yoga na saúde  e na doença”

4 - A necessidade do yoga

5 - Síntese dos ramos do yoga mais conhecidos

6 - O significado do símbolo ON

7 - RESPIRAÇÕES

8 - ALGUNS CONCEITOS SOBRE YOGA

9 - ENTENDENDO O PROCESSO DO SONO

 

1 – YTH – Yoga Terapia Hormona

Quem criou o  Método de Yoga Terapia Hormonal para Menopausa ?

     Foi a professora de Yoga Dinah Rodrigues, graduada em filosofia e psicologia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Brasil.
     Especializou-se em Yoga Terapia com Swami Sarvananda. Membro integral da IYTA International Yoga Teachers Association.
     Desde 1998 vem dando seminários e workshops em várias cidades do Brasil e da Europa.Publicou o livro Yoga - Terapia - Hormonal para Menopausa lançado na Bienal do Livro em 1998, atualmente na 4 º edição ampliada.

PESQUISA E CONTROLE CIENTÍFICO DOS RESULTADOS DA PRÁTICA

     Em 1993, frente aos excelentes resultados obtidos por  suas alunas, decidiu fazer uma pesquisa científica sobre o efeito da YogaTerapia no nível hormonal e sobre os sintomas de baixa do nível hormonal: ondas de calor, ressecamento de mucosas uro-genitais, instabilidade emocional, insônia, cansaço, depressão, enxaqueca, infertilidade, queda de cabelo, etc.

     O controle dos resultados obtidos pelas praticantes foi feito por exames de estradiol (antes de iniciar a prática , repetido a cada 4 meses ) e avaliação da intensidade dos sintomas por um questionário repetido mensalmente.

RESULTADOS DA PESQUISA

     A pesquisa mostrou que os resultados são muito bons. 100% das alunas , em 3 a 4 meses de prática , sem medicamentos, eliminaram os sintomas ou se ainda apresentavam algum sintoma, sua intensidade estava próxima de zero.

1 - NÍVEL HORMONAL

O nível hormonal teve em média um aumento de 254% em 4 meses, com 30 minutos de exercícios, 16 dias por mês.

2 - FATOR IDADE

A média de idade das alunas estudadas foi 47 anos. Mas idade mais avançada não é um impecilho: algumas alunas com mais de 70 anos tiveram seus ovários reativados, elevação do nível de estrógeno e eliminação dos sintomas.

3 - SINTOMAS EMOCIONAIS

Irritabilidade, neurastenia, instabilidade emocional, crises de choro, insônia, ansiedade, stress e outros sintomas emocionais como desânimo, cansaço e depressão, desapareceram em 2 a 3 meses de prática. Em 100% dos casos , TPM, cólicas menstruais, enxaqueca, stress e pânico desapareceram completamente ou sua intensidade diminuiu muito. A baixa hormonal é certamente um fator importante no aparecimento destes sintomas. A Yoga-Terapia, além de reativar a produção hormonal, harmoniza o emocional, sendo portanto uma solução para estes sintomas.

4 - MENOPAUSA PRECOCE

A menopausa precoce , que pode acontecer até antes dos 30 anos, pode ter diferentes causas, como choque emocional, excesso de exercício, magreza extrema, etc.

Com a prática de Yoga - Terapia - Hormonal foi possível reverter estes casos, restabelecendo o nível hormonal e a fertilidade.

5 - TPM E OVÁRIO POLICÍSTICO

Mas não só mulheres com mais de 40 que têm problemas hormonais - Mulheres jovens também sofrem com os conhecidos sintomas da TPM.

Outro problema bem freqüente é o ovário policístico, principalmente em jovens.

Com a prática dos exercícios, a textura dos ovários voltou ao normal e a menstruação normalizada.

Ovário policístico em geral causa infertilidade. Entre minhas alunas, depois de 4 a 6 meses de prática, em 80% dos casos se constatou a gravidez desejada.

6 - QUEDA DE CABELO, PELE SECA E UNHAS QUEBRADIÇAS

Estes sintomas , como os anteriores, são causados principalmente pela baixa hormonal.

Com a prática o cabelo para de cair, porém no caso da pele e das unhas são necessários cuidados adicionais.

ESTILO DE VIDA, STRESS E DIETA

Estes são fatores que têm grande influência no nível hormonal.
Assim daremos aqui resumidamente alguma orientação neste sentido:

ESTILO DE VIDA

     Nas atividades diárias a mulher deve manter um equilíbrio entre trabalho, lazer, exercícios e sono. Não deve fazer exercícios em excesso, emagrecer demais nem trabalhar até ficar exausta. O lazer não deve ser estressante.

STRESS

     Está cientificamente comprovado que o stress é muito prejudicial à produção de estrógeno e progesterona, os dois hormônios femininos mais importantes.

Por esta razão, na Yoga-Terapia-Hormonal o stress recebe atenção especial, havendo orientação psicológica para prevenir e combater o stress, além de exercícios específicos, relaxamentos e Yoga-Nidra ( que é uma técnica terapêutica que usa a visualização de efeito psicosomático).

DIETA

     A dieta deve ser saudável, com muitas frutas, verduras, brotos de alfafa e feijão, laticínios, tofu, geleia real, fito hormônios *, etc. evitando enlatados e alimentos com corantes e conservantes.

O consumo de café , chá preto e álcool deve ser moderado.

Ainda nesta área, devemos alertar que o fumo é muito prejudicial, chegando a antecipar a menopausa.

* fito hormônios são vegetais que, pelas suas características nutricionais, fornecem elementos que facilitam a produção hormonal.

MENOPAUSA

A maioria das pessoas costumam pensar em menopausa ressaltando seu lado negativo – envelhecimento e perda da feminilidade.

Mas a menopausa coincide com um período mais tranqüilo da vida, com os filhos já crescidos. Nesta época a mulher pode dar mais atenção a si mesma.

Algumas mulheres retomam os estudos ou a faculdade que largaram quando engravidaram, outras resolvem tomar aulas de pintura ou de música. Faça você também novos planos e aproveite esta possibilidade.

Se você tem interesse em assuntos espirituais, agora haverá mais tempo para se dedicar a estudos mais profundos e aprender a meditar - isto vai ajuda - la a suavizar os sintomas emocionais da menopausa, como insônia, angústia, etc.

Mas para aproveitar este lado positivo, é necessário sentir – se bem, sem sintomas como ondas de calor e irritação.

Mas o que é realmente Menopausa? Como se define?

Vamos começar esclarecendo o significado de vários termos relacionados a esta fase: a menopausa é uma fase da vida reprodutiva da mulher. Por definição científica, menopausa é o término permanente da menstruações resultante da perda da atividade folicular dos ovários, que leva à diminuição da produção de hormônios.
A menopausa marca o término da vida reprodutiva, sendo precedida, em muitos casos, por irregularidade dos ciclos e falhas de menstruação. Portanto, só se caracteriza após observação de 12 meses sem menstruação. A carência de estrógeno (que é o principal hormônio feminino) em geral tem conseqüências desagradáveis: os sintomas da baixa hormonal.

 

Sua diminuição pode também ocasionar doenças como osteoporose e alta taxa de colesterol.

MENARCA é o momento da primeira menstruação.

Nos primeiros meses a duração dos ciclos pode ser irregular, depois geralmente estes se estabilizam.

PERI - MENOPAUSA ou CLIMATÉRIO é a fase que abrange cerca de 3 anos antes da menopausa até 8 ou mais anos depois. Na fase anterior à menopausa os ciclos menstruais podem voltar a se tornar irregulares por causa de flutuações hormonais, podendo ocorrer sangramento aumentado ou falhas de menstruação.

Mas já desde os 35 anos, a atividade dos ovários começa a diminuir e cai gradualmente a produção dos dois principais hormônios femininos: estrógeno e progesterona. Quando a baixa hormonal é muito acentuada e o número de folículos dos ovários diminui, os ciclos tendem a se tornar anovulatórios, dificultando a gravidês.

POS - MENOPAUSA é a fase que se inicia com a última menstruação.

Pode acontecer também a MENOPAUSA - PRECOCE. Neste caso as menstruações cessam muito antes do normal, (aos 30 anos ou até mais cedo) causando infertilidade, hirzutismo, sintomas de menopausa e problemas psicológicos. A menopausa precoce pode ter diferentes causas como cistos de ovário, tumores, etc. Estas causas cabe à medicina diagnosticar através de exames. Mas muitas vezes ela é causada simplesmente por excesso de exercícios, magreza excessiva ou trauma emocional.

Estar bem informada sobre o que costuma acontecer nesta fase é importante para poder descartar crendices e preconceitos e tomar as devidas providências para que esta fase de carência hormonal decorra com um mínimo de desconfôrto e até um certo sentimento de renovação.

Esquematizando o que foi dito:

MENARCA

1º menstruação

MENOPAUSA

12 mêses sem menstruar

CLIMATÉRIO ou peri menopausa

Duração de cerca de 3 anos antes da menopausa até muitos anos depois

 

POS-MENOPAUSA

Começa com o cessar permanente das menstruações

MENOPAUSA PRECOCE

Cessação das menstruações antes dos 40 anos em muitos casos é reversível.

     Até recentemente em nossa sociedade era quase um tabu falar em menopausa, e até hoje algumas mulheres evitam contar que entraram em menopausa porque a consideram como início do declínio físico e intelectual. Mas na verdade isto é uma crendice. A menopausa não é um marco, um ponto de mudança de direção depois do qual se inicia a decadência e o envelhecimento. Nosso organismo está continuamente passando por transformações e cabe a nós tomar providências para reativar a produção hormonal e evitar o aparecimento dos desagradáveis sintomas da menopausa.

E como reativar a produção hormonal?

Praticando a Yoga – Terapia – Hormonal para menopausa.

O QUE É YOGA - TERAPIA - HORMONAL E COMO FOI CRIADA?
 
   É um tratamento natural na linha do yoga energético, para os problemas da menopausa.

Consiste numa série de exercícios especiais para reativar a produção de hormônios e consequentemente aliviar os sintomas desagradáveis desta fase. Age também prevenindo as doenças decorrentes da baixa hormonal, como osteoporose e predisposição a problemas cardiovasculares.

SINTOMAS DA MENOPAUSA

     Os sintomas da menopausa podem aparecer antes ou até bem depois da menopausa, quando o nível hormonal, por alguma razão sofre uma baixa.
     Estatisticamente, a partir dos 35 anos o nível de estrogênio e progesterona começam a baixar e podem surgir os desagradáveis sintomas como: ondas de calor, ressecamento de mucosas, desânimo, angústia, depressão, queda de cabelo, pele seca e diminuição do interesse sexual.       

Diferentes tratamentos para a Menopausa:

Tratamento com Reposição Hormonal

Tratamento Natural

 

TRATAMENTO COM REPOSIÇÃO HORMONAL

     A MEDICINA TRADICIONAL considera a menopausa como uma doença de deficiência hormonal e portanto prescreve medicação - isto é a terapia de reposição hormonal. Hoje em dia muitas mulheres se recusam a tomar hormônios, principalmente depois da publicação de um estudo científico sobre os efeitos da reposição hormonal, que constatou que esta terapia aumenta muito o risco de câncer de mama, útero e trombose. Este estudo científico desaconselha reposição hormonal.

UM TRATAMENTO NATURAL PARA MENOPAUSA

    Após a publicação de um estudo científico sobre os efeitos da reposição hormonal, que constatou que esta terapia aumenta muito o risco de câncer de mama e de útero, muitas mulheres se recusam a tomar hormônios. Este estudo científico desaconselha reposição hormonal.

      Assim surgiu uma grande busca por tratamentos naturais, sem reposição hormonal.

A Yoga-Terapia-Hormonal oferece este tipo de tratamento apenas com exercícios específicos para reativar a produção hormonal pelo próprio organismo. Além disso, nosso trabalho é holístico, atuando sobre o indivíduo como um todo, trazendo vitalidade, saúde e uma atitude positiva perante a vida.

 
TÉCNICAS USADAS NA YOGA - TERAPIA - HORMONAL

     Na Yoga-Terapia-Hormonal  trabalha-se principalmente com a energia prânica individual. Ativando-a e direcionando-a a diversos pontos do corpo.

Através de exercícios de yoga dinâmico, pranayamas específicos, técnicas energéticas tibetanas, nossa técnica age diretamente sobre a hipófise,  tiróide, supra-renais e ovários.

Estas técnicas foram selecionadas para trazer resultados rapidamente, pois a mulher que sente os desagradáveis sintomas de baixa hormonal não quer esperar muito tempo para obter melhoras.

COMO FUNCIONA ?

     Os pranayamas ( exercícios respiratórios), feitos em determinados asanas ( posturas físicas) fazem um massageamento direto nas glândulas relacionadas à produção hormonal, estimulando-as. As técnicas energéticas tibetanas e os bandhas que acompanham os exercícios reforçam seu efeito sobre as glândulas trabalhadas.

Extraído do site da prof. Dinah Rodrigues

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2 -  Água com estômago vazio

 Beba água com estômago vazio.

 Hoje é muito popular no Japão beber água imediatamente ao acordar.... Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água para os nossos leitores.
 
Para doenças antigas e modernas, este tratamento com água tem sido muito bem sucedido.
 
Para a sociedade médica japonesa, uma cura de até 100% para as seguintes doenças:
Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarréia, diabetes, hemorróidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, câncer e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.
Método de tratamento:
1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.
2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.
 3. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.
 4. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.
 5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente. 
6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável.
A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:
1. Pressão Alta - 30 dias
2. Gastrite - 10 dias
3. Diabetes - 30 dias
4. Obstipação - 10 dias
5. Câncer - 180 dias
6. Tuberculose - 90 dias
7. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.
 Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.
 É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas. Beber água é saudável e da energia.
Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.
 Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar ...!
 
Para quem gosta de beber água fria.
 
 Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.
 Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino.
  É melhor tomar água morna, ou se  tiver dificuldade, pelo menos água natural.
 
Nota muito grave - perigoso para o coração:
 
As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo.
Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco. Náuseas e suóres intensos são sintomas muito comuns.
 60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo.
 Sejamos cuidadosos e vigilantes.
 
Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência ...
Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.
Ser um verdadeiro amigo é enviar este artigo para todos os seus amigos e
conhecidos.

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3 - “Yoga na saúde  e na doença”

O conceito de Yoga é tão antigo como a própria Índia. Originalmente, o Yoga era praticado pelos sábios, para conseguir auto-realização e salvação. Isto só é possível, entretanto, quando o corpo e a mente estão perfeitamente saudáveis e harmoniosos. Os filósofos da antiga Índia criaram, pois, certos exercícios e posturas físicas com o fim de conservar o corpo em perfeita saúde e a mente em profundo equilíbrio, capazes de proporcionar, uma vida longa e saudável.

Esses exercícios e posturas constituem o HAṬHA YOGA e o RĀJA YOGA.
Mas o que teria o Yoga, ciência e arte tão antiga, a oferecer ao homem moderno deste mundo ultra civilizado e mecanizado? Poderá o Yoga ajudá-lo a conservar a mente tranqüila, a despeito desta “Era do Jato?” O Yoga auxiliará o homem do século vinte um a conservar corpo e mente saudáveis? Curará as atuais enfermidades psicossomáticas, conseqüências de uma civilização avançada e para as quais a medicina moderna não tem tratamentos eficientes a oferecer?

Tais questões estão sendo investigadas pelo Centro de Pesquisas de Yoga, apoiado pelo Governo, em Jaipur (Índia), nestes últimos treze anos. Este Centro está avaliando cientificamente o papel do Yoga tanto na manutenção de corpo e mente saudáveis, como no tratamento de certas moléstias: diabetes melito, asma brônquica, distúrbios gastro-intestinais crônicos, para as quais a medicina moderna não apresenta soluções duradouras.

O presente trabalho trata das várias técnicas de exercícios de Yoga, dos prāṇāyāmas e āsanas prescritos para essas moléstias, e do controle dos resultados obtidos em pacientes nos quais só se aplica o Yoga, sem uso de qualquer medicamento.

Os resultados são, estatisticamente, significativos e indicam um futuro promissor na aplicação do Yoga. Veremos a seguir essa aplicação:
Durante as últimas décadas a ciência e a tecnologia avançaram em todos os campos, além da imaginação. A mania indiscriminada de conforto mecanizou o homem, que já está, no entanto, a ponto de ser esmagado pelas máquinas que criou. O ser humano, que há um quarto de século se conservava apto através do trabalho, sofre hoje a falta de trabalho físico.

Enquanto a alimentação frugal associava-se a vida saudável, os atuais alimentos fortes, os hábitos irregulares de alimentação, desde a inanição até a glutonaria, prejudicam nosso sistema alimentar, quase impedindo sua recuperação.
Onde havia ar livre e fresco, temos hoje, o ar condicionado em ambientes fechados e o ar poluído nos exteriores, o que provoca várias moléstias respiratórias crônicas.

A saudável água das fontes está poluída a ponto de não ser mais potável. Ruídos ensurdecedores fazem parte de nosso dia-a-dia.

Em resumo, todo este progresso tecnológico, longe de tornar a vida melhor, criou problemas, mais do que resolveu. O homem está de tal modo envolvido em seu quotidiano cada vez mais complexo, que não tem tempo para relaxar.

A infindável torrente de invenções, estimulando o desejo de possuir sempre mais, estimula a insatisfação.

A intensa luta pela vida deixa ao homem pouco tempo para um entendimento com seu próprio eu interior. Conflitos ideológicos e tensões internacionais acentuaram seu senso de insegurança e da falta de finalidade para a vida, diferentes seitas e maneiras de viver, como o movimento hippie.

A intranqüilidade dos estudantes se acentua. As pessoas procuram, mais e mais, alívio em anódinos, hipnóticos, e alucinógenos. O viciado em drogas constitui, hoje, um dos maiores problemas de farmacologistas e psiquiatras.

Da mesma forma que outros campos da Ciência, a Medicina também passou por uma grande mudança nestes séculos.
Atualmente os médicos concentraram esforços para isolar um agente único para cada moléstia, em vez de considerar o homem como um todo. O vasto depósito de antibiótico, antimitótidinos, a imensa variedade de tranqüilizantes e anódinos, o estupendo progresso da cirurgia, tudo isso contribuiu para acrescentar anos as nossas vidas, mas não vida em nossos anos.

O que o mundo está percebendo agora, depois de atingir o limiar da insanidade mental, os antigos Sábios Hindus  conhecem desde a idade Védica (cerca de 1.500 anos a.C.). O Āyurveda, (“Āyu” - vida; “Veda” - conhecimento) é o mais antigo sistema completo de medicina hindu. De acordo com o Āyurveda, a saúde é a perfeita harmonia entre o corpo, os sentidos, a mente e o espírito.

A ciência do yoga, como a do Āyuverda, acredita na prevenção das moléstias e na conservação do corpo em perfeita saúde. Ela harmoniza nossa vida, “in todo”, alcançando um equilíbrio ideal entre o corpo, mente e Ātman (espírito) ou, em outras palavras, entre as energias físicas, psíquicas e “Prāṇicas”, isto é, Cósmicas.

O Yoga não somente promove a longevidade, mas oferece saúde perfeita, mesmo em avançada idade.
OS PRINCIPAIS EFEITOS DOS ĀSANAS
 - Estimular e normalizar os vários processos biológicos da vida.

- Trazer tranqüilidade mental e paz interior.

- Normalizar a homeostase hormonal das glândulas endócrinas.

- Sintetizar efetivamente a atividade do sistema nervoso autônomo (equilibrando a atividade do simpático e do parassimpático).

- Despertar as forças latentes nos Centros Vitais.

- Ao lado dos Yamas, Niyama e Sat-Karma completar o processo de purificação e desintoxicação do corpo, preparando-o para conquistas superiores.

FINALIDADE DO YOGA NAS MOLÉSTIAS CRÔNICAS

 O Yoga pode ser usado,  como um tratamento, ou como coadjuvante da terapêutica médica, em várias moléstias crônicas, especialmente aquelas de cuja etiologia participa um fator psicológico.

Interessante será quando os cientistas de todo mundo, interessados no campo do Yoga, começar a trabalhar para a criação de um Corpo Internacional que conduzisse pesquisas científicas nos aspectos fisiológicos do yoga, para descobrir novos caminhos da aplicação desta herança ancestral para a melhoria da Humanidade.

Por: DR.NARAIN VARANDANI
Médico Patologista é Bacteriologista do Laboratório Público Central. Responsável pelo setor Médico do Centro de Pesquisas de Tratamento Yogico. JAIPUR – ÍNDIA

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4 - A necessidade do yoga

Por Kriyananda ( discípulo de P. Yogananda)

     Um visitante: “O que é yoga?”
Paramahansa Yogananda: “ Yoga significa união. Etimologicamente essa palavra se liga à palavra inglesa yoke ( jugo). Yoga significa união com Deus ou união do nosso ego diminuto com o Eu divino, o Espírito infinito.
     “A maioria das pessoas no Ocidente, e também muitas pessoas na Índia, confundem yoga com Hatha yoga, o sistema das posturas corporais; mas a yoga é, primeiro que tudo, uma disciplina espiritual.
      “Não quero diminuir o valor das posturas da Yoga. A Hatha Yoga é um sistema admirável. Além disso, o corpo faz parte da natureza humana, e deve ser mantido em forma a fim de que não obstrua nossos esforços espirituais. Entretanto, os fiéis que estão propensos a encontrar Deus dão menos importância às posturas da yoga. Tampouco é estritamente necessário que eles as pratiquem.
      “ A Hatha Yoga é o ramo físico da Raja Yoga, a verdadeira ciência da yoga. A Raja Yoga é um sistema de técnicas de meditação que ajudam a harmonizar a consciência do homem com a consciência divina.
      “ A yoga é uma arte, bem como uma ciência. É uma ciência, porque oferece métodos práticos para controlar o corpo e a mente, tornando desse modo possível a meditação profunda. E é uma arte, pois, a menos que seja praticada intuitiva e sensivelmente, possibilitará apenas resultados superficiais.
      “ A yoga não é um sistema de crenças. Ela leva em consideração a  influência mútua do corpo e da mente, e os leva a entrar em harmonia. Por exemplo, com muita freqüência a mente não consegue se concentrar simplesmente por causa da tensão ou da doença no corpo, que impedem o fluxo de energia até o cérebro. Também com muita freqüência a energia do corpo se enfraquece porque a vontade diminui, ou é paralisada por emoções que fazem mal.
      “A yoga funciona primeiramente com a energia no corpo, por meio da ciência do pranayama, ou controle da energia. Prana significa ‘respiração’. A yoga ensina como, por meio do controle da respiração, acalmar a mente e alcançar estados superiores de percepção.
      “ Os ensinamentos avançados do yoga levam a pessoa para além das técnicas, e mostram ao yogue, ou praticante de yoga, de que maneira dirigir sua concentração de modo a não apenas harmonizar a consciência humana com a divina, mas também a fundir a própria consciência no infinito.
      “ A yoga é uma ciência muito antiga. As percepções derivadas da sua prática compõem a espinha dorsal da grandeza da Índia, que, por séculos, foi legendária. As verdades advogadas pelos ensinamentos do yoga, todavia, não se restringem à Índia, tampouco aos que conscientemente praticam as técnicas do yoga. Muitos santos de várias religiões, incluindo muitos santos cristãos, descobriram aspectos da senda espiritual que são inerentes aos ensinamentos do yoga.
      “ Um grande número desses homens constituiu o que os indianos, também, aceitariam como grandes yogues. Eles haviam elevado sua energia acima do apego ao corpo para a identidade com o espírito.Eles haviam descoberto o segredo de dirigir o sentimento do coração para o alto, a serviço do cérebro, em vez de permitir que esse sentimento se espalhasse exteriormente, dando margem a inquietações. Eles haviam descoberto o segredo da não respiração, e como nessa não-respiração a alma é capaz de pairar até as alturas do espírito.
     “ A yoga completa o ensinamento bíblico sobre como uma pessoa deveria amar a Deus: com o coração, com a mente, com a alma – e a força. Pois esta é sinônimo de energia.
      “ A energia de uma pessoa comum está aprisionada no seu corpo. O fato de a vontade da pessoa não poder dispor dessa energia faz com que ela fique impedida de amar a Deus unilateralmente com qualquer um dos três aspectos da sua natureza: o coração, a mente ou a alma. Só quando a energia pode ser afastada do corpo e dirigida para o alto, na meditação profunda, é que é possível a verdadeira comunhão interior”.

* * *

Um estudante: “ Por que a concentração é necessária?”
Yogananda: “ concentração é a chave para o sucesso em todas as coisas. Até mesmo o homem de negócios deve ser capaz de se concentrar, ou de outro modo não haverá de obter êxito nos seus afazeres habituais.

* * *

     “Mestre”, queixou-se um discípulo, “ que dificuldade eu tenho para me concentrar! Dedico-me à minha prática das técnicas da yoga, mas nunca pareço avançar com elas”.
     “ Não basta praticar mecanicamente”, replicou Mestre Yogananda. “ Também deve haver um interesse sincero no que você está fazendo. Você deve aprofundar a sua devoção.
      Observe as pessoas no cinema. Por acaso elas não se tornam yogues? Veja como elas ficam imóveis durante as cenas de suspense; como se envolvem com o enredo à proporção que ele prossegue. Toda essa concentração simplesmente porque o interesse delas foi despertado!
       Medite desta forma. Quando você se convencer que quer realmente encontrar Deus no silêncio interior, será fácil para você sentar-se tranqüilo e meditar profundamente.”

 
A Essência da Auto-Realização, ed. Pensamento, São Paulo: 1990

 

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5 - Síntese dos ramos do yoga mais conhecidos

1 – Hatha Yoga – domínio psicofísico, transcender a consciência. Prática: Suddhikryias, Asanas, Pranayamas, Mudras(bandhas). Principais textos: Yoga Sutras, Gheranda Samhita, Hatha Yoga Pradipika.

2- Karma Yoga – integração pela dedicação de todas as ações e seus frutos à divindade, distância dos resultados, domínio das ações e reações.Cultivar a presença de Deus, libertar-se do medo.

3 – Jnana Yoga – conhecimento, verdade pré-existente e imutável, determinação e penetração, realização da sabedoria.

4 – Bhakti-Yoga – comunhão divina através da devoção.

5 – Tantra-Yoga – realização do conhecimento, desenvolvimento integral do ser humano. “Expansão”(tan) – “Libertação”(tra). Matriarcal, sensorial, naturalista, desrepressora, dual ( Shiva/Shakti). Despertar da Kundalini através da energização e meditação nos Chakras. Utiliza mantras e Yantras. Depende de um Guru.

6 – Mantra-Yoga- domínio dos sons, sílaba ou poema religioso. Fórmulas sagradas que contêm “sons místicos”. Som primordial: OM.

7 – Raja-Yoga- Yoga Real ou união Real. Domínio amplo da mente. O Objetivo é atingir o estado mais elevado de consciência denominado Samadhi.
Prática: Yamas, Nyamas, Asana, Pranayama, Pratyahara,Dharana, Dhyana, Samadhi.

8- Laya-Yoga – é um estágio intermediário entre o Hatha e o Raja. Percepção de sons internos, luz, toque divino ou cheiros de doçura incomparáveis. A mente funde-se com o SUPREMO. Vontade e poderes espirituais.

* Vários autores.

 

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6 - O significado do símbolo ON

Swami Dayananda Saraswati - 25 de Dezembro de 2001

Om é uma palavra muito bonita de uma sílaba. Na Kathopanishad é dito:

sarve veda yatpadamamananti tapamsi sarvani ca yadvadanti
yadicchanto brahmacarya caranti tatte padam sagrahena bravimyomityetat
Os Vedas falam sobre aquele objetivo: para conhecê-lo as pessoas entregam-se a uma vida de estudo e disciplina. Aquele, eu lhes direi resumidamente. Aquele é Om." Então, desejando isto, as pessoas entregam-se a uma vida estudiosa, contemplativa e disciplinada, sacrificando muito. E o que é isto? Om. Você não pode ser mais sucinto.

 

Significado lingüístico

Em sânscrito, o significado de Om é avati ou rakshati. Rakshati significa "aquilo que protege, sustenta". Portanto, aquilo que sustenta tudo é Om e o que sustenta tudo é o que nós podemos ver como a ordem. Podemos ir mais adiante; esta ordem é a realidade de tudo. A própria ordem é uma realidade. E então, a essência da própria ordem é Om. Isto significa que Om é o nome do Senhor que permeia o seu ser, que preserva tudo no mundo na forma de niyati, a forma da ordem que sustenta. Vamos ver como.

Quando dizemos que a ordem está por trás de tudo, isto não quer dizer "atrás" de alguma coisa que está aqui. É a própria coisa. Isto é um copo. O que o faz um copo? Qual é o material do copo? Por que ele aparece nessa forma particular? Por que ele não tem outra forma? Por que este material, aço inoxidável não enferruja? Por que outro aço enferruja - aquele que é ferro-gusa? Isto tudo é ordem e esta forma é conservada pela ordem. É a ordem que faz uma coisa como ela é. O fato de cadeira ser cadeira é por causa da ordem. Tudo que está aqui é permeado por esta ordem. Esta ordem é Íshvara.

O que você vê é o objeto e o fato de você poder ver é a ordem. No próprio objeto há ordem, por isso você não está buscando "atrás" do objeto para encontrar a ordem. Hoje isto é copo de aço, amanhã você poderá chamá-lo um copo de aço, portanto isso está em ordem. Se amanhã não for copo de aço, ainda assim estará em ordem. Isto também é visto. Hoje vemos a forma de uma flor, amanhã nós descobriremos que a flor se foi e há um fruto, isto também é ordem. Ordem significa a maneira como as coisas são como são. Tudo o que existe é mantido pela ordem chamada niyati. Este niyati é Ishvara, o Senhor.

sarvam omkarah eva yadbhutam yadbhavishyatam
"O que aconteceu antes, o que existe agora e o que existirá mais tarde - tudo isso é Om".

O ensinamento aqui é conectar aquele significado a esta palavra. Se o significado está em minha cabeça, quando levo esta visão para você, há então a transação total ou comunicação. Isto é ensinamento.

Uma palavra ou objeto, abhidhanam e seu significado abhidheyam são uma única e mesma coisa.

Quando eu peço a você para trazer um pote, você não escreve "P - O - T - E" e traz para mim. O nome e o objeto são idênticos, no sentido de que você não pode pensar na palavra sem pensar no significado. Se você não conhece o significado, então não é uma palavra - ela torna-se somente um grupo de sons. Um vez que você saiba que para este grupo de sons existe este significado, então, sem pensar no significado, você não consegue pensar na palavra.

Assim, Om é um nome do Senhor e o que Ele significa, a verdade do Senhor. Om não é, como se diz, o som primordial. Isto é uma tolice. Om é o nome do Senhor que é tudo. Quando eu digo a palavra Om, você vê o significado.

 

Significado vêdico do Om

Om é também usado como um símbolo (pratika em sânscrito) para tudo, o universo inteiro, porque Om sustenta tudo. O universo inteiro significa não somente o universo físico, mas também a experiência dele. Este é o significado que os Vedas depositam neste símbolo.

Sendo uma tradição oral, os Vedas explicam Om como feito de três partes. São partes fonéticas deste som Om e cada uma dessas partes carrega um certo significado. Isto é chamado superimposição, adhyasa. Você superimpõe um significado sobre estes sons.

No OM, há "A", há "U", há "M". "A" é uma vogal, "U" é uma vogal, "M" é a consoante. Então este "A" mais "U" mais "M" juntos tornam-se "OM". "A" mais "U" tornam-se "O", um ditongo. Se você percebe como "A" e "U" são pronunciados, como uma combinação no sthana, o local de onde o som vem, então você verá que "A" mais "U" só pode ser "O". E com "M" no final, ele se torna "OM".

O vocábulo "A" representa todo o mundo físico de sua experiência. O experienciador, a experiência e o experienciado, todos três são cobertos pelo som "A". Quando você está acordado você está ciente de seu corpo físico e deste mundo físico - conhecido e desconhecido. Você está também ciente da experiência do mundo físico. Ao mesmo tempo você está ciente do experimentador - que é você. Todos estes três dos quais você está ciente são "A".

O vocábulo "U" é o mundo de pensamento que é distintamente experienciado como diferente do mundo físico. Um mundo de pensamento, que é distintamente experienciado, como seu sonho, como sua imaginação e como abstrato ou sutil, sukshma, é representado por "U". O mundo de pensamento, o objeto do mundo de pensamento e sua experiência são o significado do som "U".

Em seguida há "M". Ele representa a experiência que você tem no sono profundo, a condição não manifesta. O que existiu antes e depois da criação é o significado do som "M".

Então, aquele que dorme e a experiência do sono, o sonhador e a experiência do sonho, o acordado e a experiência do acordado, todos estes três constituem o que nós chamamos como tudo o que existe. Todos estes três juntos representam Om. Om é completo:

vidim aviditam sarvam oàkarah
Nós vimos que o que existiu antes, o que existe agora e o que existirá mais tarde, tudo é OM. Igualmente, tudo que é desconhecido, o que é experienciado, a experiência e o experienciador é também OM. Isto é o Senhor, Bhagavan ou Ishvara.

 

Significado não lingüístico do Om

Todo o jagat, o mundo manifestado, é visto como um, mas nós podemos dizer, diversamente, que ele tem muitas formas. Você pode olhar cada uma delas como uma coisa, mas se você olhá-las diferentemente, descobrirá que é uma combinação de outras coisas. Cada uma tem uma forma, para a qual damos um nome.

Mesmo este corpo físico é um, mas diversamente, ele tem variadas formas. Nós temos duas mãos, duas pernas e em cada parte há muitas células. As células são diferentes também. Se nós tomamos as células, há muitos tipos delas: células do fígado, células do cérebro, etc. Além disso há componentes da célula, DNA, etc.

Portanto, você descobre que vai continuamente usando novas palavras porque há diferentes formas dentro de cada forma. Todos os nomes e formas não estão separados do Senhor. Mas, eu desejo dar um nome para o Senhor; assim, eu posso relacionar-me com Ele ou ver seu significado e então comunicar-me com Ele.

Então, que nome eu deveria dar - um nome que incluísse todas as formas? Quando eu digo "pote", não é "cadeira", não é "mesa", não é "árvore", nem "tapete"; "pote" é somente pote. Mas o Senhor é pote, cadeira, mesa, tapete .... tudo, Então o que eu devo fazer? Nós temos que recitar o dicionário inteiro!

Mas isto não é suficiente. Você tem que fazê-lo em cada idioma! Cada idioma, cada dialeto, tem seus próprios nomes e formas. Há uma quantidade de objetos no mundo que não são ainda conhecidos e nós continuamos inventando novos fatos para os quais nós descobrimos novos nomes.

Quando você vai ao idioma sânscrito há um outro problema. O dicionário é uma apologia ao idioma sânscrito. Dicionário no idioma sânscrito não é em absoluto um dicionário, porque o idioma sânscrito é cheio de palavras compostas e você pode fazer palavras compostas o tempo todo e quando você faz uma composição, ela é uma palavra que é válida mas não está no dicionário. Então, em sânscrito não pode haver um dicionário completo e abrangente. As possibilidades das palavras são infinitas.

Lingüisticamente, dar um nome ao Senhor - que é todos os nomes e formas - é uma tarefa impossível. Portanto, nós abandonamos os idiomas . Assim, nós temos outra explicação para o OM, que não é lingüística. Não olhe para ele como uma palavra. Olhe para ele como algo que é puramente fonético.

Todos os nomes são somente palavras. Todas as palavras são somente letras e todas as letras são somente sons. Letras e alfabeto também diferem. Em inglês você tem de "A" a "Z"; em latim começa com "Alpha" e termina com "Omega"; em Sânscrito ele vai do "A" ao "H".

Descobrimos que as letras são específicas para cada idioma. Portanto, vamos além das letras onde todas as particularidades dos idiomas são ultrapassadas.

Além das letras, um nome se torna um grupo de sons. O francês, o árabe, o membro de uma tribo africana, um erudito em sânscrito ou um brahmin de Boston, todos emitem alguns sons.

Especificamente, quando não conheço a língua escuto somente sons. Em cada idioma, certos sons se repetem, o que constitui a característica única daquele idioma. Mas, se um francês ou um indiano ou qualquer pessoa abrisse a sua boca para fazer um som, o que seria?

Quando você abre sua boca e faz um som, o som que é produzido é A. Se você fecha sua boca e faz um som, esse som é M. Você não produz nenhum outro som posteriormente. Todos os outros sons estão entre os sons A e M, sejam eles consoantes ou vogais. Entretanto, há um som que pode representar todos os outros sons, no sentido de completar todos os sons, você o faz arredondando seus lábios. Ele é U. Agora posso combinar esses três sons que representam todos os sons: A + U + M e fazer uma única palavra que se tornará Om, o nome do Senhor. Uma vez que você diz Om, você diz tudo.

Quando você conhece o significado, Om torna-se o nome do Senhor para você. Então você pode chamá-lo, invocá-lo e orar para Ele. É por isto que muitas preces, cânticos e mantras começam com Om.

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7 - RESPIRAÇÕES
          Existe uma antiga história indiana que ilustra bem a importância da respiração. Conta-se que todos os sentidos estavam brigando entre si para determinar qual deles era o mais importante. Sem conseguir resolver o dilema, foram até Brahma - o criador na mitologia hindu - e lhe perguntaram: "Dentre nós, qual é o mais importante?" Brahma então respondeu: "O mais importante é aquele cujo afastamento faça o corpo piorar."
          Assim, os sentidos decidiram que cada um se afastaria por um ano para que os outros pudessem avaliar o efeito de sua ausência. A Fala se afastou e ao voltar após um ano perguntou: "Como vocês viveram sem mim?" Os outros sentidos responderam: "Como os mudos: não falando com a língua mas vendo com os olhos, ouvindo com os ouvidos, respirando com a respiração, conhecendo com a mente, gerando com o sêmem. Assim vivemos." E a língua retornou ao seu lugar.
          Então afastou-se a visão, mas os outros viveram como os cegos. Depois, foi a vez da audição e todos viveram como os surdos. Quando o sêmem se afastou, os sentidos viveram como os impotentes. E foi a vez da mente afastar-se. Por um ano foi possível viver como os loucos, sem conhecer com a mente mas falando com a fala, vendo com os olhos, ouvindo com os ouvidos, gerando com o sêmem e respirando com a respiração.
Por fim, chegou a vez da respiração. Ao afastar-se rompeu os demais sentidos e o corpo virou uma grande confusão. Então, todos os outros sentidos lhe pediram: "Não partas senhora pois não poderemos viver sem vós."
          E assim é. A respiração alimenta todos os nossos sentidos, nossas funções orgânicas, células, órgãos e etc. Ela é o que nos mantém vivos. Respirar foi a primeira coisa que fizemos ao entrar nesse mundo e a última que iremos fazer. Apesar de não nos darmos conta, a respiração está intimamente associada às nossas emoções e padrões de comportamento. Observe como ela muda, tornando-se curta e superficial, quando estamos ansiosos ou com medo. Quando pensamos em algo bom ela se expande e aprofunda. Os antigos mestres do Yoga sabiam disso e começaram a testar diferentes tipos de respirações e a analisar seus efeitos. Foi assim que desenvolveram os exercícios respiratórios do Yoga que chamamos de pranayama.
          Pranayama é uma palavra sânscrita que significa respiratório.
Tasmin sati svasa prasvasayor gativicchedah pranayamah. Yoga Sutra – cap. 2, v. 49.
“ Pranayama é a interrupção da onda espontânea da expiração e da inspiração. Quando isto é realizado, depois de dominar a postura, é preciso praticar o controle do Prana   (Pranayama) interrompendo os movimentos de inalação e de exalação.”
Svasa = inspiração                Prasvasa = expiração               Gativicchedah = pausa
Pranayama é a pausa das fases de inspiração e expiração do processo respiratório. Assim, tecnicamente falando, segurar o ar é Pranayama.
          Todas as 3 fases da respiração são controladas. O controle da inspiração é conhecido como Puraka; o controle da retenção, ou pausa respiratória é chamado de Kumbaka; e o controle da expiração é conhecido como Rechaka.

Controle respiratório

          O controle da respiração significa cessar os movimentos de entrada e saída do fôlego. A respiração é a representação mais sutil da energia vital dentro do nosso corpo. Exatamente como se você conseguisse segurar um pedaço do tempo e o impedisse de se mover - como o tênue dente de uma engrenagem - trazendo, finalmente, a estabilidade. Trata-se de algo sutil como um fio de cabelo. Só então, pelo controle desta força que põe a mente em movimento, é que se pode parar a mente. Pois é o prana que faz a sua mente se mover: se o Prana for interrompido a mente não pode se mover, fazendo emergir o estado de serenidade
Prana: O prana não é uma forma particular de energia e sim a essência última de todas elas: calor, electricidade, luz, gravidade; enfim todas as forças que movem a matéria nas suas múltiplas atividades são expressões do Prana, também chamado de flúido ou energia universal.
          O prana existe no plano sutil e constitui-se na força vital do universo. Compõe o corpo sutil do homem e regula as relações que se desenvolvem dentro do indivíduo e as que se realizam entre este e o mundo. É o substrato vital, energético de todas as funções orgânicas e psíquicas. Tal como a energia eléctrica, o prana tem também as polaridades. O pólo positivo chama-se Ida e o pólo negativo Pingala.
     O prana pode ser acumulado, transformado e conduzido. O homem extrai esta energia do sol, do ar, dos alimentos, etc. Esta energia atua através da respiração. Cada vez que inspiramos, absorvemos prana e a cada expiração a distribuimos pelos vários órgãos do corpo sutil. Circula por vários nadis, ou nervos sutis e vai ser armazenado nos diversos chacras ou centros de força que distribuem esta energia por todo o corpo. A quantidade de Prana que é absorvida pelo homem, em maior ou menor grau, constitui o seu verdadeiro capital energético. Daí a importância de vivermos em lugares mais saudáveis, sem poluição e ensolarados, absorvendo maior quantidade desta maravilhosa energia .                              
      De um modo geral, não temos consciência da respiração; o ar percorre o nosso corpo sem que exerçamos ação voluntária sobre a sua trajetória. No yoga, esse processo é elevado ao nível da percepção. É você quem toma a iniciativa e controla o fluxo do ar.   Na respiração normal, o ar é absorvido pelas narinas, de forma inaudível e sem esforço ou movimentação exagerada do nariz e peito. Passa despercebido no seu caminho, desde a entrada pelas narinas, a atravessar as vias nasais e orais, a traqueia e ao chegar finalmente aos pulmões                         . 

   Um dos aspectos mais importantes a ressaltar é que a boa respiração deve ser "nasal". O homem, devido a causas patológicas ou por maus hábitos, é o único entre os mamíferos que, às vezes, respira pela boca, ocasionando uma insuficiente alimentação de ar nos pulmões. Além disto, o nariz é um filtro contra a poeira. De forma que quando respiramos pela boca estamos mais sujeitos às infecções contidas no ar. Efeitos da boa respiração: Aumento de pressão, produzindo assim maior afluência de sangue em diversas regiões, assegurando a conversão de sangue venoso em arterial, regulando o equilíbrio ácido-base do organismo, estimulando os intercâmbios nutritivos das células, tecidos e órgãos de todo ocorpo                                      .
   A maior parte das pessoas inspira o ar pelas narinas, levantando simultaneamente o peito e forçando os ombros para trás. A respiração profunda do yoga é diferente.   Quando dormimos, automaticamente, ou melhor, instintivamente, recorremos à respiração profunda. Isto demonstra como esta respiração é de natureza elementar e que podemos conscientemente, por meio dela, estabelecer um contacto entre o nosso ser interior e as poderosas  forças da natureza.
     Quando estamos intensamente concentrados, ou quando pensamos profundamente, a nossa respiração fica inconscientemente suspensa. Por outro lado, quando a mente é afligida por qualquer motivo, torna-se rápida e irregular. Portanto para controlar a incessante actividade mental, o yogui deve aprender a regular a respiração.

EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS
1 - Respiração abdominal
Deite-se de costas com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão.
Esvazie completamente os pulmões e comece a inspirar levando o ar para o abdômen, projetando-o para cima.
O peito permanece vazio, sem se mover. Faça uma pequena pausa com os pulmões cheios.
Agora, esvazie os pulmões puxando o abdômen para dentro.
Quando você se sentir mais tranqüilo, expanda sua respiração deixando que o ar entre suavemente na região das costelas e peito.
Essa respiração vai oxigenar o cérebro, tranquilizar emoções e pensamentos e, quando praticada à noite, auxilia a dormir com mais facilidade e descansar mais durante o sono.
2 - Respiração Média
Deite-se de costas com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão.
Esvazie completamente os pulmões e comece a inspirar levando o ar para  a parte média  dos pulmões, abrindo as costelas para os lados, sem movimentar o peito nem muito o abdômen .
    Esta respiração aumentará a capacidade do volume do ar, diminuindo a ansiedade, a pressão no peito e a sensação de falta de ar.
     O maior músculo respiratório será bem trabalhado, expandindo a capacidade respiratória.

3 -  Sopro há

Fique de pé com os pés separados uns vinte centímetros. Inspirando lenta, profunda e silenciosamente pelas narinas, eleve os braços com as mãos em trimurti mudrá até que a cabeça fique entre os braços. Retenha o ar por alguns segundos. Em seguida desça rapidamente o tronco à frente e para baixo, flexionando o quadril. Os braços acompanham o tronco. Ao descer , solte o ar pela boca gritando HÁ. O som deve ser feito pela passagem do ar pela garganta. A seguir permaneça com o tronco para baixo com os braços soltos. Relaxe por alguns segundos. Execute o exercício por mais duas vezes.

O sopro HÁ é uma excelente terapia no combate as tensões, ansiedades e ao stress, retirando todas as tensões físicas e psíquicas. Combate resfriado e extremidades frias. Refresca a circulação sanguínea. Excelente no combate a depressão, pois, desenvolve confiança e segurança, traz alegria, promove psicologicamente, um forte desbloqueio físico e psíquico.

 4 -  Rajas

Variante no. 1 – Inspirar elevando os braços até a altura dos ombros e após suave retenção, expirar lentamente baixando os braços.

Variante no. 2 - Inspirar elevando os braços até acima da cabeça. Tombe a cabeça para trás. Permaneça pelo menos 10 segundos. Expire lentamente baixando os braços sincronizando o movimento dos braços com a expiração.
Promove uma oxigenação perfeita e desperta a consciência do corpo e da respiração.

 

5 -  Respiração para fortalecer os nervos

     De pé, com as pernas afastadas na largura de um ombro, expire. Agora, inspire elevando os braços a frente até a altura dos ombros. Cerre os punhos com força.
     Mantendo os pulmões pleno de ar, contraia os braços com vigor, trazendo os punhos de encontro aos ombros três vezes. Quando levar os braços para frente para depois contrair, leve os braços resistindo como se estivesse que vencer uma grande resistência contrária ao movimento. Fazer devagar e com grande esforço até a ponto de tremer. Ao expirar, baixe os braços afrouxando-os e deixando cair suavemente.
     Aumenta a resistência do sistema nervoso. Dá segurança interior e aumenta as faculdades mentais. ( Hermógenes )

6 -  Respiração calmante

     Posição inicial: sentada com a coluna reta. Mãos em jnani mudra fechado (a unha do indicador toca a articulação da raiz do polegar).

Relaxe o maxilar, feche os olhos e preste atenção no ar que entra e que sai dos seus pulmões. Faça 12 respirações deste modo:

Inspire contando 1-2-3 e expire contando 1-2-3-4-5-6
 
7 - Sukha-purvak ou nadi sudhi ou nadi-shodhana ou Anuloma Viloma (respiração alternada ou polarizada que equilibra o sistema vegetativo)

Posição inicial : sentada com a coluna reta.

     Apóie a mão esquerda (em jnani mudra fechado) sobre o joelho esquerdo. Dobre os dedos indicador e médio da mão direita sobre a palma da mão. O polegar e o anular vão funcionar como uma pinça, fechando ora uma ora a outra narina. Comece fechando direita e inspire pela esquerda lentamente. Depois libere a direita, feche a esquerda e expire. Inspire pela mesma narina esquerda e expire pela direita e assim por diante, sempre inspirando pela narina por onde expirou e termine expirando pela narina esquerda.

8 - Samavritti. Respiração em 4 tempos iguais

Posição inicial: sentada, coluna reta e mãos em jnani mudra fechado.

Inspire contando 1-2-3-4
Retenha o ar 1-2-3-4
Expire 1-2-3-4
Retenha sem ar 1-2-3-4

Cardíacos e hipertensos não devem fazer a parte de retenção de pulmões cheios.

9  - Respiração Yogue Completa

A respiração yogue completa é uma das técnicas mais utilizadas no Hatha Yoga.

Execução: Em pé, sentado ou deitado. Depois de expirar o ar, inspiramo-lo lentamente pelas narinas, contando até oito, e combinando com a respiração inferior, média e superior num movimento ondulatório. Primeiro, expandimos o abdomen, depois as costelas, finalmente erguemos as clavículas abaixando os ombros, ao passo que deixamos sair o ar pelo nariz. Na respiração yogue completa, todo o mecanismo respiratório, isto é os lobos inferiores, medianos e superiores dos pulmões movimentam-se de maneira uniforme. Entre a inspiração e a expiração podemos reter o fôlego tanto tempo quanto nos seja possível sem desconforto.
     A expiração é tão importante quanto a inalação, pois é por meio dela que eliminamos impurezas. A parte inferior do nosso pulmão nunca fica completamente vazia, acumulando-se nela o ar saturado das toxinas produzidas pelo excesso de carbono. Quando procuramos esvaziá-la totalmente, usando para isso os movimentos corretos de expansão e contração, ganharemos ainda uma massagem benéfica feita pelo diafragma sobre o fígado e baço. A postura da coluna deve estar correta para que não seja interrompido o fluxo de energia vital ou prana.

Efeito terapêutico: Experimentamos profunda sensação de paz. Este exercício areja todos os pontos dos pulmões, aumentando a provisão de oxigênio no sangue, estabelece o equilíbrio entre as correntes positiva e negativa, acalma o sistema nervoso, regula e modera a atividade do coração, equilibra a pressão arterial, reduzindo a hipertensão e subindo a pressão baixa e estimula a digestão. Os órgãos são fortalecidos, tonificados e rejuvenescidos.

Efeito Psíquico: Acalma o sistema nervoso e melhora o nosso estado mental. Sentimo-nos cheios de paz, quietude e segurança

Colaboração: Maria da Penha de Jesus Cáo

Fontes bibliográficas:

-  Pranayama – Swami Kuvalayananda, Ed. Phorte, São Paulo:2008

- Estudos sobre o Yoga – Marcos Rodrigues

- Yoga Terapia – Nilda Fernandes

- Yoga aplicada – Marcos Rodrigues

- A Terapia do Yoga – A. G. Mohan

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8 - ALGUNS CONCEITOS SOBRE YOGA

 Yoga é uma palavra de origem sânscrita, uma língua da Índia, que etimologicamente significa união. A escrita sânscrita utilizada é a devanagari e a palavra Yoga é escrita da seguinte forma: योग   Para que os ocidentais possam ler, a escrita योग passa para o alfabeto ocidental como Yoga.
     Yoga é uma palavra genérica para designar os diferentes caminhos de auto-realização do ser humano.

As várias definições de Yoga

* YOGA: Toda vida é Yoga. (Sri Aurobindo)
* YOGA: Yoga é a parada das ondas mentais. (Patanjali)
* YOGA: Yoga é a habilidade da ação (Bhagavad Gita)
* YOGA: Yoga é uma ciência pragmática e atemporal, desenvolvida através de milênios que trata do bem estar físico, mental e espiritual do homem como um todo. (Iyengar)
* YOGA: Yoga é um conjunto enorme de valores, atitudes, preceitos e técnicas espirituais.  (Feuerstein)

Benefícios do Yoga

Físico: aumento da capacidade respiratória, fortalecimento do sistema imunológico, rítmico respiratório mais lento, maior relaxamento muscular, eliminação do estresse físico, equilíbrio do sistema glandular, sono profundo e restaurador, etc.
Emocional: equilíbrio das emoções e sentimentos.
Mental: maior concentração, auto-estima, autoconfiança, relaxamento mental, autoconhecimento.
Espiritual: paz interior.

 

Yoga é religião?
É um grande erro considerar que yoga seja uma forma de religião. O Yoga chegou ao ocidente impregnado de hinduismo, por isso, muitas pessoas acreditam que yoga é uma religião hinduísta. Para o indiano, toda religião é uma espécie de yoga. Na Índia, tanto o hinduismo, budismo, jainismo praticam yoga. Assim qualquer pessoa, independente de sua religião, pode praticar yoga e se beneficiar de sua prática. Na realidade, para praticar yoga não é necessário acreditar em Deus, pois yoga não é uma questão de crença em certos dogmas, mas de ampliação da consciência até num plano universal.

Yoga é Educação Física?
Yoga utiliza o corpo como um meio, não como um fim. As posturas corporais do Yoga (asanas) são atitudes, oportunidades de expressão espiritual. Desta forma, fazer yoga como mera atividade física não é yoga.

 

Colaboração: Maria da Penha de Jesus Cao

 

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9 - ENTENDENDO O PROCESSO DO SONO

              O fenômeno do sono é de interesse tanto para a Psicologia como para a Psicanálise, no que tange à compreensão dos mecanismos que regem o sonhar.  Mais especificamente, a Psicologia se dedica em desvendar o funcionamento do sono, deixando de lado o sonho que, para a Psicanálise é de suma importância.  Pensamos que para retratarmos bem os mecanismos que envolvem o sonho, devemos mencionar algumas  das principais descobertas da Psicologia quanto ao fenômeno do sono.
            Dormir é sonhar e sonhar é uma necessidade neurofisiológica.  Estudos do campo da Psicologia têm determinado que a privação do sono acarreta sérias consequências mentais e físicas.
            O primeiro aspecto importante que a Psicologia desvendou sobre o sono é que existem 2 tipos de sono:
1 -  NREM (No Rapid Eye Movements)  e
2 - REM (Rapid Eye Movements). 

     A distinção encontra-se na observação de que durante o sono REM os olhos saltam de um lado para o outro, como se observassem uma cena.  Neste, observa-se também uma variação no Sistema Nervoso Autônomo, com a respiração e o ritmo cardíaco tornando-se mais rápidos e irregulares, a pressão arterial mais elevada e um aumento da secreção dos hormônios supra-renais.  Dentro das distinções presentes no sono REM, há também a ocorrência nos indivíduos masculinos (de todas as idades), a ereção peniana.  Ocorre também nos indivíduos femininos uma reação correspondente no tecido vaginal.
            Os estudos que decifraram este movimento dos olhos no sono foram realizados em 1953 pelo Dr. Nathaniel Kleitman.  Tais pesquisas de laboratório mediram as ondas cerebrais de pessoas durante o sono através do eletroencefalograma, as variações musculares, através do eletromiograma, e a movimentação específica dos olhos, através do eletrooculograma.
            Sabe-se também que há quatro estágios no sono REM, onde cada um caracteriza-se por um padrão de onda cerebral. 
1 - O primeiro estágio é o sono leve, que marca o iniciar do sono, tem a duração de alguns minutos , quando o indivíduo fica relaxado, com os pensamentos mais ou menos descoordenados, podendo já neste estágio ocorrer sonhos.
2 -  O segundo estágio é o sono intermediário, ocorrendo um relaxamento maior, podendo ocorrer experiências sensoriais sem base real (alucinações) e crispações súbitas e desordenadas do corpo, seguidas de sensações de queda.
3 -  O terceiro estágio é o do sono profundo, quando o indivíduo se torna insensível aos sons e oferecerá resistência em ser acordado. 
4 - No quarto estágio, o sono mais profundo, há uma total relaxação, com o mais completo desligamento do mundo exterior.  É nesta fase que podem ocorrer irregularidades como o sonambulismo.

www.pregaapalavra.com.br/monografia/sonhos

 

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